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Historiadora Terezinha Amorim encerra atividades do Portal do Conhecimento em escola de Santarém
15/11/2019
Weldon Luciano
A historiadora Terezinha Amorim junto com estudantes da Escola Aluízio Martins e Ellana Fiama, coordenadora do Projeto Portal do Conhecimento
Weldon Luciano
A historiadora Terezinha Amorim
Weldon Luciano
Weldon Luciano
Estudantes da Escola Aluízio Martins


O projeto Portal do Conhecimento encerrou as atividades nas escolas de Santarém nesta quinta-feira (15). A iniciativa, que tem o objetivo de promover o hábito da leitura, tem levado escritores para um encontro com o público no ambiente escolar. Após passar pelas escolas Wilson Fonseca e Álvaro Adolfo, a caravana esteve na escola Aluízio Martins, no bairro Maracanã, com a ilustre presença da historiadora e escritora Terezinha Amorim.

Durante pouco mais de uma hora de conversa, Terezinha Amorim relembrou momentos marcantes da história de Santarém e do Pará. Contou detalhes da ocupação portuguesa na Amazônia desde a fundação de Belém e a expedição de Pedro Teixeira e a chegada do padre jesuíta João Felipe Bettendorff ao rio Tapajós, o que daria origem a cidade de Santarém.

Terezinha ressaltou o quanto logradouros públicos de Santarém guardam partes da nossa própria memória. Citou o exemplo da Praça Rodrigues dos Santos que um dia foi parte da Aldeia dos índios Tupaiús, além da Praça Barão de Santarém, onde localiza-se o Centro Cultural João Fona. O prédio, que é um dos mais antigos da cidade, já foi prefeitura e cadeia pública. “As pessoas passam por lugares como ruas e praças e muitas vezes não sabem que ali ocorreu um fato histórico. Cada canto da cidade reserva uma curiosidade, uma informação de relevância para a nossa memória”, disse a escritora.

A historiadora destacou ainda a importância da cabanagem, revolta ocorrida entre os anos de 1835 a 1840, em que os paraenses desafiaram o poder do império instalando uma república que contou com três presidentes: Clemente Malcher, Pedro Vinagre e Eduardo Angelim. O episódio teve desdobramentos no Baixo Amazonas, como a tomada de Santarém pelos cabanos em 1836 e o exemplo de bravura e resistência em Ecuipiranga, sendo este o último reduto cabano. “Não há orgulho outro episódio da nossa história que nos encha mais de orgulho do que a Cabanagem”, conclui Terezinha.

Terezinha Amorim- ícone da historiografia local, a escritora é presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IHGTAP). Autora de obras como “Santarém: uma síntese histórica” e “Santarém: sua história e suas belezas”, Terezinha é defensora do Patrimônio Histórico e se dedica a catalogar e preservar os casarões do centro da cidade.

Portal do Conhecimento- Após percorrer três escolas em três bairros diferentes, o projeto encerra suas atividades em Santarém. De acordo com a coordenadora Elana Silva, o resultado foi muito positivo. “A experiência foi maravilhosa. Acredito que o projeto cumpriu seu objetivo que é trabalhar com essa diversidade e a própria Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes vem fazendo isso. Sendo esse espaço destinado para ouvir também a mulher, termos a presença de uma pesquisadora que tem se dedicado com tanta dedicação à historiografia local é uma grande honra para o projeto e gostamos dessa vivência durante essas atividades”.

Texto e fotos: Weldon Luciano

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