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Ioepa fará publicação sobre tempos de isolamento social
01/03/2021

Editora da Imprensa oficial do Estado fará publicação de estudantes de escola estadual sobre tempos de isolamento social

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Agostinho, a Editora Pública Dalcídio Jurandir, da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), e a Unidade Seduc na Escola 8 (USE 8) se reuniram na sexta-feira (26), para viabilizar uma publicação que trará relatos de alunos sobre a pandemia do novo coronavírus, intitulada “Minha Vida em Tempos da Pandemia – Relatos dos Alunos da EEEF Santo Agostinho”.

A escola localizada no bairro do Marco, em Belém, é dirigida por Gorete Oliveira. Ela contou que desde o dia 18 de março de 2020 as aulas foram suspensas devido à pandemia. “Foi o maior desafio que nossa escola já enfrentou em seus mais de 70 anos de existência. Imediatamente organizamos as aulas remotas. No início foi difícil, mas depois conseguimos com boa vontade e amor ao que fazemos realizar aulas a distância. Porém, percebemos que faltava saber como estava o cotidiano dos nossos alunos em casa, sem a rotina interativa, alimentar, protetiva e afetiva que a escola oferece as crianças”, relatou Gorete Oliveira.

Evila Silva, especialista da USE 8 explicou que assim que as aulas foram suspensas as unidades da Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc) foram às escolas para acompanhar o processo de adaptação das aulas remotas. “Na Santo Agostinho nós nos deparamos com um projeto maravilhoso e que trabalhava com a percepção dos alunos acerca da pandemia e como ela afetou sua vida escolar, afetiva e familiar. Fizemos o ‘meio de campo’ e a Editora Dalcídio Jurandir para saber da possibilidade de publicar uma obra com esses relatos”, informou Evila Silva.
A diretora da EEEF Santo Agostinho, Gorete Oliveira, afirmou que a maior intenção era ajudar as crianças a passar por esse momento difícil com o mínimo ou até nada de trauma, assim como, por meio dos desafios de escrita, desenvolver a leitura, a produção textual e a criatividade para contarem suas histórias. Ela disse ainda que o projeto foi desenvolvido totalmente a distância, os textos produzidos em casa pelos alunos e as fotos dos momentos da produção eram enviados via WhatsApp pelos responsáveis. 

“Iniciamos com a apresentação dos gêneros textuais pelos professores e depois os alunos eram desafiados a escrever. Começamos pelas narrativas, nas quais eles relatavam seu cotidiano em casa confinados; depois foram as poesias, em que contavam suas emoções e sentimentos de forma poética; posterior foi o gênero textual receitas, aí eles falavam e escreviam as receitas do que estavam comendo em casa na pandemia e, por último, uma redação dissertativa sobre como desejam encontrar a escola quando tudo passar”, detalhou Gorete.

É TUDO VERDADE -
A diretora finalizou dizendo que após os relatos escritos, ela organizou um livro com as histórias contadas pelos alunos. “Penso que os escritos das crianças ficaram para a história, pois tem vários contos verdadeiros, alguns felizes, alguns tristes, mas são reais e proporcionaram mesmo à distância física, acompanhá-los com mais proximidade. Conseguimos saber como nossas crianças, que possuem entre 6 e 10 anos, estavam passando e sentindo os desafios da pandemia”, concluiu a diretora da “Santo Agostinho”.

Moisés Alves, coordenador da editora Dalcídio Jurandir, lembrou que esse tipo de publicação que reúne relatos de estudantes, já foi feita pela Ioepa nos livros “Saapeca – Uma Coletânea de Narrativas de Alunos e Funcionários”, da Escola Municipal Senador Adolfo Álvaro, de Ananindeua; e “Ler é uma Aventura – Criando e Recriando Textos”, da Escola Ruth Passarinho. “Isso nos dá experiência em trabalhar com esse tipo de obra. Vamos iniciar o trabalho de pesquisa a partir dos inúmeros relatos dos alunos. A escola Santo Agostinho fará a digitalização de imagens e digitação de textos, e o lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano ainda. A Editora Pública da Ioepa fará todo o processo de editoração da obra, que vai desde a diagramação, revisão até a impressão final da obra. Entendemos que essa experiência é  importante ser publicada, pois os relatos  feitos pelos alunos em tempos  de covid-19, sem a vivência do espaço escolar, vai culminar com uma publicação que servirá como material didático e  pedagógico para a escola”, informou Moisés Alves.

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